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domingo, 31 de outubro de 2010

Ritmo de expansão da construção civil diminui

O ritmo de expansão da construção civil diminuiu em setembro, segundo sondagem divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em uma escala em que valores acima de 50 pontos significam crescimento, o indicador ficou em 53,8 pontos no nono mês do ano, ante 56 pontos no mês anterior.

De acordo com o documento, "o resultado se deu pelo pior desempenho das médias e grandes empresas, que se mantiveram expandindo, mas de forma menos disseminada". Ainda assim, a atividade em setembro na construção civil ficou acima do usual para o mês. O indicador de nível de atividade efetivo em relação ao usual registrou 54,3 pontos.

O termômetro do aquecimento do setor, entre as grandes empresas, chegou a 57,4 pontos.

A sondagem também mostrou que o número de empregados na construção civil no terceiro trimestre do ano foi superior ao do segundo trimestre. A média do indicador entre julho e setembro foi de 56,2 pontos, um aumento nas vagas de trabalho 3,3 pontos superior ao do trimestre anterior. "Mais uma vez, o destaque foram as grandes empresas, com indicador em 59,7 pontos", apontou a CNI.

A falta de trabalhadores qualificados continuou sendo o principal problema apontado pelos entrevistados no terceiro trimestre, sendo citado por 64% dos empresários. O segundo problema mais lembrado foi a elevada carga tributária (58%), seguido pelo custo da mão de obra (30,2%).

O otimismo dos empresários também ficou menor em outubro. A expectativa quanto ao aumento da atividade recuou de 65,3 pontos, em setembro, para 60,8 pontos. Da mesma forma, a perspectiva quanto a novos empreendimentos caiu de 63,1 pontos para 61,2 pontos. Além disso, a estimativa para aumento de compras de insumos e matérias-primas diminuiu de 64,2 pontos para 59,9 pontos.

Com isso, a expectativa para novas contratações no setor também recuou na comparação com o trimestre anterior. O indicador ficou em 58,8 pontos ao fim do terceiro trimestre, patamar 5,7 pontos abaixo do registrado no trimestre anterior.

Fonte: www.estadao.com.br

Sistemas construtivos ampliam competitividade da construção civil

Iniciativa, que reduziu custos e aumentou a qualidade das edificações, foi desenvolvida no âmbito do projeto Edifficaz, executado pela UFSC e gerenciado pelo IEL/SC

Atualmente a construção civil é responsável por quase 15% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, mas o setor ainda apresenta uma série de problemas econômicos e ambientais como altos custos e grandes desperdícios. Pensando em aprimorar este processo para aumentar a competitividade do setor, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL/SC) desenvolveu o projeto Edifficaz, pesquisa inovadora que deu origem a sistemas construtivos integrados com base em materiais cerâmicos.

O sistema construtivo, criado a partir das necessidades dos construtores, prevê a integração de todas as etapas da construção como projeto, componentes e execução. "Este sistema oferece soluções que transformam a execução em uma linha de montagem, sem improvisos nem perdas. Isso gera aumento da produtividade e da qualidade das edificações, ao mesmo tempo em que reduz custos", destacou o coordenador do projeto e professor da UFSC, Humberto Roman.

Além de desenvolver tecnologias para a construção de edificações, o projeto desenvolveu também capacitações para arquitetos, projetistas, construtores e para a mão-de-obra da construção civil. A ação resultou ainda na criação de uma empresa chamada "Edifficaz - Tecnologia em Construção", formada por um grupo de pesquisadores, projetistas e produtores, que oferece ao mercado estes sistemas construtivos, além de serviços em construção.

O projeto foi executado durante dois anos com subsídios da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O IEL/SC foi o responsável pela gestão dos recursos financeiros, além de ter contribuído com a elaboração do projeto.

A iniciativa teve ainda o apoio do SENAI/SC e de empresas de cerâmica vermelha do estado. Estas organizações já estão produzindo os novos componentes, materiais e equipamentos desenvolvidos pelo projeto, como os blocos de alvenaria estrutural e de vedação, para todo o estado de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e para Curitiba, no Paraná, com alto valor agregado, elevando a competitividade das indústrias do segmento.


Fonte: www.administradores.com.br